Depois da GM, Ford dá férias coletivas
Eu avisei…
Naressi
Segue um pequeno manual acerca do funcionamento do pleito nos Estados Unidos da América:
O Colégio Eleitoral, não o voto popular, define na verdade o presidente dos Estados Unidos. Conheça alguns detalhes sobre esse sistema:
- Há 538 delegados no Colégio Eleitoral, distribuídos entre os 50 Estados e o Distrito de Columbia (Washington, capital), segundo a representação deles no Congresso. Os Estados menores (que têm 1 deputado e 2 senadores) têm 3 delegados. A Califórnia, Estado mais populoso, tem 55 delegados. O Distrito de Columbia, embora não tenha representação parlamentar com direito a voto no Congresso, tem 3 delegados, como se fosse um Estado pequeno.
- Para se eleger presidente, é preciso ter mais de metade dos votos (270). Os delegados são designados pelo partido vencedor para votar em determinado candidato, mas nenhuma lei federal os obriga a seguir essa norma. Há diversos casos de delegados "infiéis", ou seja, que foram enviados para votar em um candidato, mas votaram em outro.
- Em 48 Estados e no Distrito de Columbia, o vencedor do voto popular leva todos os delegados. No Maine e em Nebraska (4 e 5 delegados, respectivamente), é possível haver divisão dos delegados, dependendo do resultado em cada distrito eleitoral (circunscrição que elege um deputado).
- O vencedor do Colégio Eleitoral pode ser um candidato que não tenha tido mais votos em nível nacional - isso ocorre quando o candidato derrotado vence por ampla margem em alguns Estados, e perde em outros por diferenças apertadas. Em três ocasiões, o Colégio Eleitoral escolheu o candidato que ficou em segundo lugar na votação popular - os republicanos Rutherford Hayes em 1876, Benjamin Harrison em 1888 e George W. Bush em 2000.
- Não existe uma sessão do Colégio Eleitoral. Os delegados se reúnem em cada Estado numa segunda-feira no começo de dezembro, e os votos são apurados numa sessão conjunta do Congresso em 6 de janeiro, duas semanas antes da posse. Há duas votações separadas e simultâneas, para presidente e vice.
- Quando nenhum candidato recebe a maioria no Colégio Eleitoral, a Câmara escolhe entre os três candidatos mais votados, mas cada Estado tem apenas um voto (ou seja, há uma votação prévia na bancada estadual). Isso aconteceu em 1800 e 1824.
- Quando nenhum candidato a vice obtém a maioria, o Senado escolhe entre os dois candidatos mais votados. Isso aconteceu em 1836.
- Esse inusitado sistema eleitoral foi resultado de um acordo obtido pelos autores da Constituição dos EUA, no século 18, entre os partidários da eleição direta e os defensores de uma escolha pelos legislativos estaduais. Temia-se, numa época prévia aos partidos políticos, que o voto popular ficaria diluído numa quantidade pouco razoável de candidatos, o que tiraria legitimidade do eleito.
Naressi
A empresa de publicidade Grey New York lançou uma campanha lembrando da questão racial, um dos temas que foi debatido durante as eleições para presidente nos Estados Unidos. Nela, transformou o democrata Barack Obama em branco e John McCain em negro. (Foto: AP)
Fonte: Globo.com
É o mais crônico dos problemas norte-americanos ditando as regras do jogo.
Incrível como, nos dias de hoje, ainda se conceba que o racismo dê as cartas em alguma situação, ainda mais em uma eleição à presidência da maior potência global.
Escutei hoje, na rádio de notícias que acompanho, uma matéria feita pelo enviado especial que está cobrindo as eleições direto da pátria do Tio Sam. Fiquei atônito, mais um vez, com um ponto chave levantado por ele: vários cidadãos que nas pesquisas de opinião manifestam apoio ao democrata Barack Obama podem, na “hora H”, votar em John McCain, cedendo ao peso do preconceito racial. E não admitem a real posição nas pesquisas de intenção de voto por vergonha da própria estupidez.
Parece mentira, eu sei. Mas não é.
A última boca de urna antes do início do sufrágio - se é que se pode falar assim, quando mais de 25 milhões de norte-americanos já votaram antecipadamente – apontava vantagem democrata de aproximadamente 6 pontos porcentuais, 50,74% para Obama, 44,30% para McCain, sendo que, em 6 dos 8 estados considerados os mais importantes, a liderança é do candidato negro.
Mas… Será que esses números traduzem a realidade?
Será que Barack Obama, que liderou toda a campanha, não corre o risco de ser surpreendido na última curva, tal qual Felipe Massa, que ponteou a corrida inteira e perdeu nos últimos 300 metros?!
Quantos “Timo Glock” não haverá entre os eleitores yankees, prontos a dar uma monumental rasteira? Eu sei, eu sei. A do piloto alemão não foi intencional…
Em breve - ou nem tanto, dada a patifaria que é a apuração eleitoral por lá - conheceremos o “herdeiro” do império norte-americano, o homem que sentar-se-á na cadeira mais cobiçada do planeta. Vale lembrar que o império está cambaleante, meio derrocado, meio mordido, mas ainda assim é a grande potência de nosso tempo. E o homem que o governa, comanda o resto do mundo também.
Portanto, que vença o melhor.
Naressi
Pesquisadores descobrem 'perereca de fogo' em floresta da Bahia
Na festa do Hamilton ontem, aqui em São Paulo, vários exemplares dessa espécie puderam ser observados.
Diz-se que não só observados, inclusive.
Mas aí já é puta pura maldade.
Naressi
Pastorais desafiam Igreja e defendem camisinha
A pregação oficial da Igreja Católica contra o uso da camisinha vem sendo desafiada por padres, freiras e leigos que atuam em pastorais e ONGs. Sem fazer alarde, eles distribuem preservativos para a população vulnerável e portadores do vírus HIV, mostra reportagem de Evandro Éboli, esta segunda-feira, no Globo. No trabalho de prevenção, elaboram um material que, até bem pouco tempo, seria impensável vincular a uma entidade ligada à Igreja, com textos como: “Use camisinha em toda relação sexual, seja ela vaginal, anal, ou oral.”
Torço para que o movimento ganhe força e que o bom senso impere sempre.
A Igreja deve conduzir seu séquito, não castra-lo – aqui utilizado na forma mais ampla.
A Igreja Católica não é dada a extremismos absurdos, como proibir que suas seguidoras cortem os cabelos, sob pena de irem diretamente para o andar de baixo - faça-me o favor, né; ou proibir seu público de assistir à televisão (se bem que, se para assistir à programação nacional, é melhor que o aparelho fique desligado, realmente).
Ainda assim, existem velhos conceitos arraigados, ditos dogmas da “fé” católica. Todavia, aqueles que dizem respeito tão somente a seus membros, a exemplo do celibato, não se questionam, em princípio. Digo em princípio já que envolve toda a questão da pedofilia dos clérigos e outros assuntos espinhosos. Porém, como intrínseco à natureza do voto de ordenação, é concernente àqueles que optam, e só a eles. Resta punir os desvirtuados.
E há, claro, a questão da educação sexual entre os praticantes da “fé” do Vaticano, talvez o maior dos tabus, passado de Pontífice para Pontífice sem que se envolvam com a questão, a não ser para repetir o mantra da abstinência. Quando essa hipocrisia terá fim?
Desta feita, essa iniciativa da orientação sexual que parte de dentro das paróquias (pastorais, comunidades, ou qualquer coisa que o valha) é louvável e mostra que ainda há cabeças pensantes na manada que, cega, surda e mudamente, segue seu rumo. Essas cabeças representam uma semente de esperança, um sopro de renovação de mentalidade tão necessário quando se trata de religião. Aliás, que bom seria se só houvesse a fé, não!? Mas aí já é querer demais…
Enfim, que o exemplo possa ser seguido e que a idéia possa ser colocada em prática. E não só pela Igreja Católica, mas por todos os homens de bem, representantes de qualquer religião, crença, filosofia, culto ou adoração.
Eduquem, não castrem.
Naressi