quinta-feira, 2 de outubro de 2008

E o liberalismo econômico?


Manifestantes agrupados em frente à bolsa de valores de New York traduzem em seus cartazes o sentimento dos norte-americanos frente à crise econômica: "Salvem as pessoas, não os bancos!", lê-se no cartaz da direita.

Emblemático.

Matéria da Time magazine.


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Alfabetização exemplar

Cidade do nordeste vira referência em educação

O município de Sobral, distante 230 km de Fortaleza, atinge a invejável marca de 93,4% de alunos alfabetizados na segunda série do ensino primário.

Sensacional acompanhar o crescimento de dados positivos fora do eixo sul-sudeste. Se quisermos ser de fato o país do futuro, esse é, indiscutivelmente, o caminho a ser trilhado.


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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

102 passos

Vencemos a marca dos 100 posts.

Que venham os próximos 100... À centésima.

Um muito obrigado a quem freqüenta!

Um muito, muito obrigado a quem comenta!


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Tendenciosidade pouca é bobagem


Com relação ao post anterior, essa foi a chamada para a notícia no portal Globo.com

A linguagem utilizada passa a idéia de que algum subterfúgio foi utilizado para que a investigada não fosse a júri popular, fato que absolutamente não ocorreu, como se constata na leitura da matéria.

Como grande formadora de opinião nacional (infelizmente), a Rede Globo não deveria se prestar a essas irresponsabilidades.

PS: sim, há um juízo de valor envolvido.


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Caso Ubiratan Guimarães

Arquivada acusação contra Carla Cepollina

Ainda há possibilidade de recurso por parte do Ministério Público de São Paulo.


De duas, uma: ou a justiça foi feita, ou a defesa foi boa.

Era um típico caso "batom na cueca", como se diz no jargão popular. Parecia certo que a ex-namorada tinha sido a responsável pela morte do coronel aposentado.

Como também parecia certo, na época, o caso da Escola Base.

Por vezes, a ânsia da condenação popular é extremamente prejudicial ao andamento de um processo. Isso é chover no molhado, eu sei, entretando fica registrado mais um caso em que a mídia pré-condena (nem pré-julga, vejam) o envolvido em um escândalo. Como, aliás, sempre o faz.

Nada impede, contudo, que o Ministério Público estadual consiga, com o recurso a ser impetrado, a reversão do arquivamento.

Todavia, o caso da Escola Base tem que ser sempre tomado como exemplo, pois não se averiguou responsabilidade de nenhum dos citados "abusadores", que tiveram suas vidas dilaceradas, para regozijo do público espectador...

PS: não há juízo de valor, apenas constatação de fatos.


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Triste fim do Ramadã

Todo os anos fico impressionado com a quantidade de pessoas que morrem pisoteadas nas festas que comemoram o fim do Ramadã, mês em que os muçulmanos praticam o jejum espiritual.

Neste ano ganharam destaque as notícias de 194 pessoas mortas em um templo na Índia, e de 19 adolescentes em uma discoteca na Tanzânia.

Incrível como uma festa torna-se um suplício em questão de minutos...


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Hush-hush

Corre pelos corredores de Brasília um boato.

Eu sei, muitos boatos rolam pelos corredores da capital federal. Contudo, dentre todos os que rolam por lá, esse merece destaque.

Há uma movimentação para que seja proposta, no primeiro semestre de 2009, uma Emenda Constitucional com o propósito de alterar a vigência do mandato do Presidente da República, dos atuais 4, para 6 anos, restando excluída a possibilidade de reeleição.

Analisemos.

O primeiro aspecto é logicamente deduzido: o atual presidente ganharia dois anos de poder a mais do que o inicialmente previsto, quando de sua reeleição.

Todavia, o mote interessante da coisa está, digamos, nas entrelinhas. Com essa manobra política, a presente gestão inviabilizaria a candidatura de José Serra, atual governador do estado de São Paulo e pupilo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, à presidência, já que dificilmente ficaria 2 anos longe do poder, esperando pela época de nova eleição presidencial, bem como não se elegeria para outro cargo (ou se reelegeria governador do Estado) para posteriormente abdicá-lo e concorrer à presidência, a exemplo do que fez quando prefeito de São Paulo, renunciando ao mandato para candidatar-se ao governo do Estado, mesmo tendo assinado um documento, no qual se obrigava a exercer o mandato de prefeito em sua integridade.

Segundo uma pesquisa Datafolha divulgada em 31 de março de 2008, José Serra segue líder absoluto nas intenções de voto para a corrida presidencial de 2010, com percentuais variando de 36 a 38%. Veja que agora a manobra política em análise fica mais clara, não?

Sendo um dos fundadores do PSDB, partido historicamente oposto ao da atual gestão, José Serra, ao que tudo indica, venceria com folga qualquer candidato indicado pelo PT, haja vista que, mesmo batendo recordes históricos de aprovação, o presidente da República não consegue converter isso em votos para seus aliados.

Com essa manobra, a "situação" teria mais tempo para preparar um candidato para a corrida presidencial (já que a atual possível presidenciável Dilma Rousseff não tem se mostrado uma saída viável), e a "oposição" perderia talvez seu maior trunfo.

Em suma, a idéia que prevalece é a de que, sem um concorrente de peso como José Serra na disputa, o caminho do PT - e base aliada - para se manter no governo seria menos árduo. Pelo que se depreende dos números divulgados, aqui entre nós, faz todo o sentido.


PS1: não há nenhum juízo de valor na argumentação, apenas constatação de fatos.

PS2: o título do post remete à fictícia publicação dos bastidores do poder, editada pelo personagem de Danny DeVito, no longa L. A. Confidential.


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Reforma ortográfica da língua portuguesa: exceções às novas regras

Um comentário no post sobre a reforma ortográfica levantou uma argumentação de suma importância: e as exceções!? Onde buscá-las?

Pois bem, aqui vão listadas as mais significativas:

Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder na 1ª e na 3ª pessoas do singular. Pode é a forma do presente, na 3ª pessoa do singular. Ex.: Ontem, ele não pôde, mas hoje ele pode.

Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição. Ex.: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim.

Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos Ter e Vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.). Exs.: Ele tem dois carros. - Eles têm dois carros. / Ele vem de Jundiaí. - Eles vêm de Jundiaí. / Ele mantém a palavra. - Eles mantêm a palavra. / Ele convém aos estudantes. - Eles convêm aos estudantes. / Ele detém o poder. - Eles detêm o poder. / Ele intervém em todas as aulas. - Eles intervêm em todas as aulas.

É opcional o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Veja: Qual é a forma da fôrma do bolo?

Cai o acento agudo que se usava no "u" nos verbos arguir e redarguir. Nas formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo dos verbos, não há mais acentuação.

Em havendo exceções além dessas citadas, complementarei a lista. (Toda ajuda será apreciada!)


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Reforma ortográfica da língua portuguesa

Entram em vigor, no início de 2009, as novas regras para a grafia da língua portuguesa. As alterações visam a unificação do idioma em todos os países lusófonos - Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Timor Leste - além, obviamente, de Portugal, pátria-mãe do idioma.

Há quem seja contra, argumentando que em todos os países citados existem inúmeros projetos mais importantes a serem implantados. Os que são a favor defendem a idéia de que o português é, das línguas mais faladas no mundo, a única que ainda não está unificada.

Celeumas a parte, a reforma foi assinada nessa semana pelo presidente da República, e se torna fato consumado.

Seguem as principais mudanças ortográficas, ressaltando que a pronúncia das palavras não será afetada.


Fim do trema

O acento é totalmente eliminado. Assim, a palavra freqüente passa a ser escrita frequente.

Eliminação de acentos em ditongos
Acaba-se o acento nos ditongos “ei” paroxítonas. Assim, idéia vira ideia.
O acento circunflexo quando dois “os” ficam juntos também some. Assim, vôo vira voo.

Cai o acento diferencial
Aquele acento que diferenciava palavras homônimas de significados diferentes acaba. Assim, pára do verbo parar vai ficar apenas para.

Mudanças nos hífens
Sai a maioria dos hífens em palavras compostas. Assim pára-quedas vira paraquedas.
Quanto houver necessidade, será dobrada a consoante. Assim contra-regra vira contrarregra.
Será mantido o hífen em palavras compostas cuja segunda palavra começa com h como pré-história.
Em substantivos compostos cuja última letra da primeira palavra e a primeira letra da palavra são a mesma, será feita a introdução do hífen. Assim microondas vira micro-ondas.

Inclusão de letras
As letras antes suprimidas do alfabeto português (k, y e w) voltam, mas só valem para manter as grafias de palavras estrangeiras;

Fim das letras mudas
Em Portugal, é comum a grafia de letras que não são pronunciadas como facto para falar fato. Essas letras somem com a reforma.

Dupla acentuação
Há algumas diferenças de acentuação entre o Brasil e Portugal principalmente quando se fala do acento circunflexo e agudo. Assim, os brasileiros escrevem econômico e os portugueses, económico. Essa diferença foi mantida.

Fonte: HowStuffWorks


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Há luz no fim do túnel?


Charge ilustrando a atual conjuntura da economia norte-americana.

Hoje há nova votação do pacote econômico em Washington. Mais uma chance de adiamento do fim do mundo, de acordo com as publicações especializadas.

Ilustração de Christopher Weyant para o periódico The New Yorker


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